
Nel FACEBOOK de Comunidade lusófona ta esta reflexión de Christian Salles *, nacida a reiz da admisión a trámite del recurso de Axuntar polo Tribunal Supremo en relación al noso Glotónimo, que dende Rio de Janeiro quere compartir con Axuntar e con todas as persoas que pasedes pola nosa web:
«A admissão do recurso pelo Tribunal Supremo de Espanha, em abril de 2026, é um passo decisivo para proteger a verdade histórica e filológica da região entre o Eo e o Navia.
O Grupo COMUNIDADE LUSÓFONA manifesta o seu apoio à preservação da identidade linguística local, alertando para os perigos de uma engenharia social que, ao tentar criar uma «nova língua», acaba por isolar os falantes da sua herança universal.
É perfeitamente possível — e legítimo — sentir-se plenamente asturiano e, ao mesmo tempo, falar galego. A riqueza desta região reside precisamente nessa dualidade. No entanto, o que observamos hoje é uma tentativa de secessão linguística:
O Rótulo como Fronteira: Ao impor o termo «eonaviego» como algo totalmente distinto do galego, as instituições não estão a valorizar o povo; estão a criar uma barreira artificial.
O Exemplo de Valência: Tal como aconteceu com o valenciano em relação ao catalão, o risco é convencer o falante de que a sua «fala de casa» não tem ligação com o tronco comum, privando-o do acesso à vasta cultura e intercâmbio da Lusofonia.
A resistência não é contra uma região, mas a favor da memória. O acervo do Mosteiro de Santa María de Vilanova de Ozcos prova que o galego é a língua natural desta terra asturiana há quase um milénio.
Quando María Núñez em 1281 registou: «Conuzuda cousa seja a quantos esta carta viren e oíren», ela estava a usar a linguagem comum do seu tempo e espaço.
Honrar essa raiz não diminui a «asturianidade» de ninguém; pelo contrário, dignifica a história local como parte de um dos sistemas linguísticos mais importantes do mundo.
O nosso desagravo foca-se na defesa da integridade do Romance galaico-português. Não aceitamos que os «infortúnios dos tempos» — divisões dinásticas ou administrativas — sejam usados para convencer os eonaviegos de que a sua língua é um produto isolado.
O galego das Astúrias é o galego com o seu sotaque e as suas particularidades, uma variante preciosa que deve ser protegida dentro do seu sistema original, e não como uma «terceira via» sem base científica.
A decisão do Supremo em 2026 garante que a identidade política não seja usada como pretexto para a destruição da verdade linguística. O foco é a liberdade: a liberdade de ser asturiano e de saber que a língua que se herdou dos avós liga o Navia à Galiza, ao Minho e ao mundo lusófono.
Conuzuda cousa seja: Protegemos a fala para proteger o povo. A unidade da nossa língua é a nossa maior força contra o isolamento.»
Christian Salles, o proscrito da Galiza
*Christian Salles é un historiador brasileiro que traballa na planificación del tráfico no Rio de Janeiro e ten varias contas en RRSS, ademais de ser conocedor da realidade lingüística de Galicia e dos territorios estremeiros.
